11/04/2015 - 00:14
Bloco ou Tijolo: o que escolher na hora de construir?

O mercado oferece opções de tijolos e blocos feitos com diferentes matérias-primas e tamanhos. Divididos em duas categorias – estruturais ou de vedação –, eles são, em grande parte, responsáveis pela qualidade da construção e pelos gastos gerados na obra. Por isso, para fazer a escolha certa, o melhor é seguir o conselho de arquitetos e engenheiros: antes de decidir, avalie a relação custo-benefício. De um lado da balança coloque o preço e o rendimento do material. Do outro, sua qualidade. O custo do metro quadrado de alvenaria acabada deve orientar a escolha. Embora o preço do milheiro de um produto possa custar mais do que outro, você deve ficar atento ao rendimento: mil blocos custam mais do que mil tijolos comuns, mas, em compensação, eles rendem mais. Além disso, os produtos que têm precisão dimensional levam menos tempo para serem assentados e ainda economizam reboco. Já um tijolo mais barato, por exemplo, pode apresentar variações de medidas que acabam resultando em gastos com correções de prumo e mão-de-obra. Portanto, pense bem antes de escolher e lembre-se: quanto melhor a qualidade do material, menor o desperdício. Estão apresentadas a seguir algumas opções para serem analisadas:

Tijolo comum: Proporciona conforto térmico e acústico para a casa, mas, por outro lado, é necessário um grande número de tijolos para se construir um metro quadrado de parede. Por isso, os gastos com argamassa e mão-de-obra são maiores. Outra característica desse tipo de material é a falta de perfeição dimensional das peças. Ou seja, por mais habilidoso que seja o pedreiro a alvenaria pode ficar irregular.

Tijolo Baiano: Só pode ser usado como vedação porque não suporta cargas estruturais. É o tipo de tijolo mais barato do mercado, mas tem altos índices de quebras e produz muito entulho no canteiro de obras. Por isso, os especialistas recomendam que sejam comprados 30% de peças a mais do que o necessário. Além disso, assim como o tijolo comum, o baiano também não tem precisão dimensional. Ou seja, requer mais gasto com material de reboco e mão-de-obra, principalmente na etapa de nivelamento das paredes. Mas, se comparado ao tijolo comum e ao bloco de concreto, tem desempenho térmico superior.

Tijolo de Solo-cimento: Ele é feito de uma mistura de terra e cimento prensados. Também conhecido como tijolo ecológico, seu processo de fabricação não exige queima em forno à lenha e, por isso, não polui o ar e ainda evita desmatamentos. Para o assentamento, em vez de argamassa comum, é usada uma cola especial vendida pelos fabricantes do tijolo. Outro diferencial é que seus dois furos internos permitem embutir a rede hidráulica e elétrica, dispensando o recorte das paredes. Além disso, o sistema é modular e produz uma alvenaria uniforme, dispensando o uso excessivo de material para o reboco.

Bloco Cerâmico: Com ele, a obra ganha rapidez e economia de 30% no custo final da construção. Isto porque demanda menos tempo de assentamento (por ser grande), acelerando a construção das paredes. Outra vantagem é que esse tipo de material dispensa a etapa de recorte das paredes, pois as instalações elétricas e hidráulicas podem ser embutidas durante a execução da alvenaria. Por outro lado, as construções feitas com blocos cerâmicos estruturais não podem ser reformadas.

Bloco de Concreto: Se comparado ao tijolo comum ou ao de solo-cimento, o bloco de concreto rende mais porque a mão-de-obra executa a alvenaria mais rapidamente. É o mais resistente de todos e o desperdício causado pelas quebras do material é muito inferior ao tijolo baiano. Além disso, é preciso menos argamassa de assentamento e camadas mais finas de reboco, principalmente nas paredes internas. Mas, entre todas as opções, é o que oferece menor conforto térmico. Nas paredes externas, é bom optar por pintura acrílica para aumentar a proteção contra a umidade.

Como pensar em uma casa de bloco: É sempre bom pensar em um projeto racional, evitando cortes e desperdícios dos blocos, baseando-se na medida das peças, inteira ou metade. Pode ter as instalações elétrica e hidráulica embutidas em seus furos, além de consumir um terço a menos de argamassa para o assentamento e reboco, aumentando a produtividade. O ponto negativo é que os blocos tem menor isolamento acústico e térmico, sendo o tijolo com o maior índice para ambos. Entre as opões de blocos, há os estruturais, capazes de compor paredes para suporte de cargas, agilizando a obra, deixando-a organizada e livre de gastos com fôrmas de concreto e pilares. Mas é importante saber que para grandes vãos, os pilares são indispensáveis. Mas essa alvenaria autoportante tem suas limitações, pois em uma reforma, não há como demolir ou mudar de lugar estas paredes. É necessário que se tenha atenção a qualidade na hora da compra, garantindo material de qualidade, com certificado de testes e bom acabamento.


Autor(a): Cristine Ferro



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